Você tem curvatura peniana ou disfunção erétil por causa da doença de Peyronie?
A doença de Peyronie causa deformidade e afeta a função sexual, e há tratamentos como injeções intralesionais com colagenase, medicamentos orais, terapia não invasiva e cirurgia.
Este texto explica opções de tratamento, critérios para escolher entre tratamento urológico, implante peniano ou cirurgia, e quando procurar um urologista.
Leia e saiba qual é o melhor caminho para recuperar sua função sexual.
Opções de tratamento para recuperação da função sexual
Existem diversas opções de tratamento que podem ajudar na recuperação da função sexual. Os urologistas avaliam cada caso e escolhem a abordagem mais adequada para o paciente.
Tratamentos clínicos (injeções, medicamentos orais, terapias minimamente invasivas)
A doença de Peyronie afeta muitos homens. Os tratamentos clínicos oferecem diversas opções para recuperar a função sexual. As injeções intralesionais são uma forma comum de tratamento.
Elas ajudam a reduzir a curvatura peniana e a melhorar a função erétil. Os medicamentos orais também são bastante utilizados. Esses remédios agem no fluxo sanguíneo e podem aliviar os sintomas da disfunção erétil.
As terapias minimamente invasivas incluem métodos como a terapia de ondas de choque. Esse tipo de terapia estimula a circulação sanguínea na área afetada. Os resultados podem variar, mas muitos homens relatam melhora significativa.
Conversar com um urologista é essencial. Ele pode ajudar a escolher o melhor tratamento para cada caso. Cada opção tem suas vantagens e desvantagens, então a escolha deve ser bem pensada.
O melhor tratamento depende das necessidades e do estágio da doença.
Procedimentos cirúrgicos e implantes penianos
Os procedimentos cirúrgicos representam uma opção para homens com doença de Peyronie. Esses tratamentos podem corrigir a curvatura peniana e restaurar a função sexual. O médico pode indicar uma cirurgia para casos mais avançados ou que não respondem a outros tratamentos.
Técnicas como a plicatura ou a excisão da placa são comuns. Esses métodos ajudam a reduzir a curvatura e melhorar a ereção.
Implantes penianos também oferecem uma solução para a disfunção erétil causada pela doença. Eles consistem em dispositivos inseridos no pênis, permitindo ereções controladas pelo paciente.
Esses implantes proporcionam retorno da qualidade de vida sexual. O urologista avaliará cada caso e ajudará na escolha do melhor tratamento, considerando o estágio da doença e as necessidades individuais.
Na próxima seção, exploraremos os critérios para a escolha do tratamento adequado.
Critérios para escolha do melhor tratamento conforme estágio da doença
Veja critérios práticos para escolher tratamento conforme estágio da doença.
| Critério | O que avaliar | Exemplo numérico/objetivo | Tratamento sugerido | Observações clínicas |
|---|---|---|---|---|
| Fase da doença | – Fase aguda, com dor e evolução. – Fase estabilizada, sem dor e sem alteração nos últimos 3 meses. – Presença de placa calcificada. | – Aguda: evolução < 12 meses. – Estabilizada: evolução ≥ 3 meses sem mudança. – Calcificação detectável por ultrassom. | – Aguda: abordagens clínicas e injeções. – Estabilizada: considerar cirurgia se curva grave. – Calcificada: cirurgia ou implante peniano, conforme função erétil. | – Avaliar com ultrassom peniano. – Registrar dor com escala de 0 a 10. |
| Grau de curvatura | – Medir angulação durante ereção. – Avaliar impacto na penetração. | – Leve: < 30 graus. – Moderado: 30 a 60 graus. – Severo: > 60 graus. | – Leve: fisioterapia, injeções, medicamentos orais. – Moderado: injeções ou plicatura; considerar S.T.E.P. em centros especializados. – Severo: cirurgia corretiva; implante peniano se disfunção erétil. | – Registrar perda de comprimento. – Fotografar curvatura para comparação. |
| Função erétil | – Testar ereção com escala IIEF. – Investigar resposta a inibidores de PDE5. | – IIEF baixo indica disfunção erétil significativa. – Falha terapêutica após tentativa com medicamentos. | – Função preservada: priorizar tratamentos conservadores. – Disfunção refratária: discutir implante peniano. | – Considerar comorbidades: diabetes, hipertensão. – Planejar reabilitação erétil pósoperatória. |
| Tamanho e encurtamento | – Medir comprimento flácido e ereto. – Avaliar percepção do paciente sobre comprimento. | – Encurtamento > 2 cm é clinicamente relevante. | – Técnicas de alongamento; injeções combinadas. – Cirurgia com enxerto em casos de perda significativa. | – Informar risco de diminuição média pós-plicatura. – Planejar expectativa realista com paciente. |
| Calcificação da placa | – Detectada por ultrassom ou RX. – Avaliar extensão e dureza. | – Calcificação focal ou extensa. | – Calcificação extensa: cirurgia é frequentemente indicada. – Calcificação focal: tratamento conservador tem menor sucesso. | – Cirurgias complexas exigem centro com experiência. – S.T.E.P. pode ser opção em casos selecionados. |
| Idade e comorbidades | – Considerar risco anestésico. – Verificar doenças cardiovasculares. | – Idade avançada e múltiplas comorbidades aumentam risco operatório. | – Preferir medidas não invasivas em alto risco. – Implantação quando benefícios superam riscos. | – Coordenar com cardiologista quando necessário. – Usar avaliação pré-operatória rigorosa. |
| Desejo do paciente | – Priorizar expectativa sexual. – Discutir impacto estético e funcional. | – Escolha informada baseada em qualidade de vida. | – Respeitar preferência por tratamento conservador ou cirúrgico. – Oferecer segunda opinião quando indicado. | – Documentar consentimento e metas terapêuticas. – Enfatizar tempo de recuperação. |
| Resposta a tratamentos prévios | – Registrar terapias já realizadas. – Avaliar eficácia objetiva. | – Falha de 2 ou mais tentativas clínicas favorece cirurgia. | – Persistência de sintoma: indicar cirurgia ou implante. – Sucesso parcial: combinar métodos. | – Anotar efeitos adversos prévios. – Planejar alternativas multidisciplinares. |
| Experiência do equipe | – Verificar experiência do cirurgião. – Conferir histórico de procedimentos. | – Centros com experiência têm melhores desfechos. | – Preferir serviço com protocolo definido, como S.T.E.P., se disponível. – Buscar referências em hospitais como Sírio-Libanês e ICESP. | – Profissionais formados em USP ou com doutorado trazem vantagem técnica. – Resultado melhora com equipe multidisciplinar. |
A seguir, apresento as opções de tratamento para recuperação da função sexual.
Considerações finais e orientações para buscar o tratamento adequado
Buscar o tratamento adequado para a doença de Peyronie é fundamental. Um urologista pode ajudar a avaliar a curvatura peniana e a disfunção erétil. A escolha do tratamento deve considerar o estágio da doença.
Tratamentos clínicos, como injeções intralesionais e medicamentos orais, podem ser opções eficazes. Procedimentos cirúrgicos, como a cirurgia peniana ou implantes, são alternativas para casos mais graves.
É crucial discutir as expectativas e os possíveis resultados com um especialista. A reabilitação sexual pode melhorar a qualidade de vida. Não hesite em explorar diferentes abordagens; cada caso é único.
O diálogo aberto com o médico facilitará a identificação do melhor tratamento e ajudará na recuperação da função sexual.